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Educação pública – um desafio

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A participação do Poder Executivo é fundamental para a melhoria da qualidade do ensino público oferecido à comunidade, especialmente no que se refere à transparência quanto a destinação dos recursos, na qualificação dos docentes e no estabelecimento de regras, critérios e ações permitindo à sociedade o acesso a estas informações.

O envolvimento dos Agentes Público deve ser pautado pelos princípios éticos, cujos princípios se devem fazer presentes em todas as suas ações, não permitindo práticas de corrupção ou má aplicação dos recursos, evitando situações que envolvam o apadrinhamento e ou compadrio, estabelecendo procedimentos formais de controle, punição e auditorias rotineiras.

Porém, tem sido prática comum nos últimos anos em nosso município, o uso da educação como moeda de troca eleitoreira por determinados agentes políticos, os quais são bastante conhecidos pela categoria, cujos métodos mais comuns utilizados, são os da perseguição, ameaças aos docentes que não aceitam e não admitem este tipo de prática e promoções funcionais voltadas para atender unicamente a aliados e comprometidos eleitoralmente com o político, cujo efeito prático em nada contribui para que se alcance o objetivo principal, que é uma educação de qualidade.

Educação pública, gratuita e de qualidade do ensino fundamental é um dever constitucional a cargo do Município, portanto, se constitui em uma obrigação, não devendo ser confundido pelo Gestor Público, como um favor prestado a comunidade. Assim, cabe aos responsáveis pela administração municipal dá uma atenção especial a este setor, que objetive extirpar as práticas eleitoreiras praticadas nos últimos anos, impedir que esta prática nefasta se torne em um ato rotineiro e que o serviço prestado não se constitua em mais uma modalidade de assistencialismo e ou clientelismo, de forma, que o usuário não passe a acreditar que a educação ofertada é um favor que o agente público está prestando, cuja fatura será cobrada no futuro.

A problemática da educação em Feira de Santana exige da nova administração a adoção de medidas e programas, que visem não só capacitar e reciclar o professor, mas lhes oferecer melhores condições de trabalho, pois não adianta inaugurar equipamentos com tecnologia de primeiro mundo quando nas escolas os docentes ainda estão rodando tarefas em mimeógrafos a álcool, isto quando tem, ou seja, utilizam tecnologia do quinto mundo, bem como que sejam traçadas ações que prime pela busca constante pela melhoria na capacitação do alunado, em sua  grande maioria oriunda das camadas mais carentes e socialmente abandonadas, de forma que promova sua dignidade, elevando a qualidade do ensino oferecido. Agindo desta forma, estará o Poder Público dando a sua colaboração para o resgate da cidadania e da auto-estima aos menos favorecidos.

Para transformar as crianças oriundas das camadas excluídas em pessoas plenamente capazes, é preciso ter a compreensão que este papel não cabe unicamente a sociedade, mas, tem o Poder Público a função primordial, através do Executivo Municipal, de ator responsável por um papel relevante, promovendo políticas públicas e ações articuladas e bem planejadas de forma que possa intervir para modificar a presente realidade, onde a educação prestada é reconhecida por todos como bastante deficiente, ficando longe de oferecer as condições mínimas para que os usuários venham a ter um futuro mais digno.

E com certeza, não será com a prática usual de utilizar a Educação como moeda de troca eleitoreira, que os nossos agentes irão dar o Exemplo de Ética e Dignidade.

Para que comecemos a mudar o atual quadro de ineficiência, procurando melhorar a sua qualidade, deve a Secretaria Municipal de Educação buscar capacitar constantemente os docentes e servidores envolvidos em educação, criando o Centro de Treinamento, Reciclagem e Capacitação, utilizando como conteúdo técnicas avançadas aplicadas em outros centros e ou escolas modelos; desenvolver nos docentes habilidades que possam serem colocadas em prática nas salas de aulas; modernizar e adequar o modelo pedagógico baseado em sólida fundamentação acadêmico – científico; buscar avanços tecnológicos com ênfase nas práticas de simulação e desenvolvimento de habilidades educacionais; equipar adequadamente as escolas e por fim extirpar em definitivo a ingerência política das ações, contribuindo assim para o desenvolvimento da qualificação do setor.

Postado em 06/02/2009

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