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Longe do paraíso Neo-liberal
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O mundo passa no momento por uma grave crise econômico-financeira, cuja situação foi gestada pela nação respeitada como a maior potência econômico-militar do planeta, os Estados Unidos da América, cuja crise contaminou os demais países que compõem o G-8 e, por tabela levará os seus efeitos nefastos às demais economias, sacrificando ainda mais as combalidas finanças das nações consideradas como emergentes e principalmente as mais pobres, carentes de políticas sociais de inclusão.
A amplitude da gravidade é difícil dimensioná-las, não por falta de dados, mas pela falta de transparência da real situação, onde a cada dia novos problemas têm surgido em outros segmentos da economia, pegando a todos de surpresa.
Sinaliza a atual crise para um processo de transformação do centro decisório da economia mundial, permitindo o acesso de outras economias nas discussões, uma vez que, diante da situação gerada, suscitará em perda de milhões de postos de trabalho, causando a precarização das relações de trabalho ocasionados pelo desemprego, cujo problema já está afetando grande número de nações, inclusive o Brasil.
A dimensão que a crise irá deixar como legado, por certo irá agravar ainda mais os problemas sociais em nosso País, sendo importante e imprescindível a participação das empresas junto com o Poder Público para o seu enfrentamento. Além de cumprir corretamente com as suas obrigações quanto ao recolhimento dos impostos e tributos, as organizações empresariais poderão contribuir para minorar os problemas sociais que advirão privilegiando iniciativas voltadas para políticas e ações na área social.
Desta forma, deve as organizações estreitar laços com o Poder Público, devendo estes laços serem pautados pela ética, transparência nas ações, dando conhecimento das regras e valores estabelecidos, permitindo à sociedade o acesso às informações, onde atuem não apenas na defesa dos seus interesses, em busca unicamente de resolver os seus problemas empresariais e ou gerenciais, dentro da ótica neo – liberal, mas envolver-se de forma que possam serem encontradas o bem estar comum, em defesa da promoção social, participando de projetos, programas e ações sociais voltadas para os mais carentes, de forma que possa agir como agentes para as transformações sociais, oferecendo condições para um futuro menos perverso que o quadro sinaliza.
Ao Poder Público cabe estabelecer redes de crescimento e ações de novas políticas públicas de caráter social, atraindo para o centro dos debates os atores interessados, já que os reflexos da crise serão sentidos por todos indistintamente.
Deve ainda o Governo, deixar de caminhar na contramão das soluções apresentadas pelos demais países que se encontram no epicentro da crise, ou seja, ter a autoridade suficiente, a coragem e a ousadia suficiente para reduzir as taxas estratosféricas de juros praticados pelo Banco Central, cujas taxas estabelecidas apenas favorecem ao setor financeiro, especialmente ao sistema bancário, trazendo prejuízos aos demais segmentos, e em nada contribuindo para manter o mercado aquecido.
Ao Município, onde o rigor e efeitos da crise serão mais sentidos, cabe não apenas a obrigação de manter em funcionamento sua estrutura organizacional, mas os seus Gestores deverão estabelecer prioridades e a responsabilidade de elaborar projetos e programas de inclusão social, viabilizando ações que atendam aos interesses das camadas mais pobres, os quais, com certeza, serão os mais atingidos, envolvendo toda sua equipe em um compromisso formal da melhoria e na eficiência dos serviços públicos prestados, combatendo diuturnamente a corrupção, desvios e má aplicação dos recursos públicos.
