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Meio Ambiente: uma responsabilidade de todos

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O mundo enfrenta um verdadeiro conflito, entre a lógica empresarial capitalista, a qual só tem a preocupação pelo lucro fácil, e a questão ambiental e sua perspectiva futura em relação ao meio ambiente, cuja gravidade em busca da solução se agravou após a crise financeira mundial, trazendo mais limitações de recursos e com isto em lugar de aproveitar o momento para se buscar uma solução conjunta, muito pelo contrário estão aproveitando do momento para adiar decisões em relação ao meio ambiente, cuja situação está a exigir, em caráter de urgência, que seja construída uma agenda política e empresarial, tendo como tema principal o resgate ambiental.

Portanto, é urgente que a questão ambiental seja inserida pelo sistema produtivo, de forma que seja potencializado pelo capital, fazendo parte de suas carteiras decisórias nas atividades econômicas, de forma que sejam estabelecidas estratégias para a que manutenção do lucro esteja alinhada a estratégia de um desenvolvimento sustentado, sem agredir o meio ambiente, potencializando a sobrevivência do homem neste planeta Terra.

A exploração dos recursos naturais foi uma tônica observada da lógica capitalista no séc. XX, principalmente pelo setor industrial e do agronegócio, através da poluição e exploração sem limites do meio ambiente sem uma reposição em igual proporção, um completo desperdício de energia e materiais em nome de um capitalismo desumano e irracional.

Olhando este quadro, pintado dentro de uma visão e perspectiva escura, o Governo Lula, apesar dos graves vacilos, omissões e grandes escorregões e erros em relação ao meio ambiente, acordou, embora tardiamente, uma vez que se encontra no final do seu segundo mandato, e resolveu investir nesta área, não se sabe se para agradar aos ecologistas ou ficar bem com os países desenvolvidos, ao assumir perante o mundo compromissos no que se refere a emissão de gases que prejudicam a camada de ozônio, que tem relação direta com o efeito estufa, o qual, apesar de não ser expert no assunto, mas posso arriscar a afirmar ser este um dos responsáveis pelas catástrofes climáticas ocorridas mundo e no País, principalmente no sul e sudeste.

Mas afinal, por que e para que preservar o meio ambiente? Acredito, que todos devemos refletir a respeito do tema e da responsabilidade ambiental de cada um de nós, apesar de reconhecer que hoje há um avanço significativo de parte da população em relação a consciência ecológica ambiental, haja vista dados de institutos de pesquisas, que demonstram o grau de conscientização da população em relação ao problema e da necessidade de se tomar medidas que possam amenizar e ou reverter o atual quadro de degradação ambiental.

Mas ao falarmos em degradação ambiental, é necessário que se observe o quadro como um todo e não apenas parte dele, ou seja, não devemos ver  a questão ambiental pelo lado simplista de não jogar lixo nas ruas ou em separa o lixo reciclável do não reciclável, e achar que com isso está resolvido o problema. É importante que nos conscientizemos que o meio ambiente não se restringe à vegetação ou aos córregos e rios existentes em nossas cidades ou em suas proximidades. A eles unem-se a necessidade de preservação das florestas, das nascentes dos rios, do ar, da flora e da fauna regional, entre tantos outros.

Devemos reconhecer, que hoje a discussão acerca deste tema e dos problemas ambientais provocados pelo homem, o maior e talvez o único predador existente, tem sido alvo e fazem parte da ordem do dia dos meios acadêmico-científicos, ONG’s e da sociedade civil organizada em torno do tema, demonstrando assim que ainda existe o mínimo de sensibilidade em nossa gente e que, ainda pessoas preocupadas com a preservação ambiental e a importância da qualidade do meio ambiente para as gerações futuras.

Para que consigamos reverter o quadro de degradação que o meio ambiente tem enfrentado e sofrido, será necessário um conjunto de medidas, que devem ser adotadas e assumidas por todos, seja governo, população e principalmente empresários, estes últimos por sinal demonstram nem está aí para o problema, já que em sua curta visão, apenas percebem o lucro imediato e para obterem buscam alcançá-la a qualquer custo. Como exemplo, pode-se citar os empresários do agronegócio, que tem a atividade rural apenas como mais um empreendimento, o qual deve gerar mercadorias e lucros, apenas isto, sem nenhum compromisso e responsabilidade social com o presente e muito menos com o futuro.

Ao se buscar adotar medidas que combatam a degradação ambiental, deve-se ter em mente, de se buscar formas de garantir o futuro do planeta e o futuro das novas gerações, transformando a causa ambiental numa prática obrigatória a todos, devido as conseqüências originadas pela degradação do meio ambiente, de não só buscar atingir as metas, devendo ir mais além, pois ao preservar o meio ambiente, não apenas estaremos amenizando as conseqüências nefastas já ocorridas, mas também, estaremos acenando para a sobrevivência das futuras e gerações e do planeta TERRA.

Postado em 22/10/2009

 

Francklin Roozewelt é economista, pós-graduado em administração pública, em meio-ambiente e especialista em administração hospitalar.

Acesse o blog de Francklin:

www.palavradesa.blogspot.com

 

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