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PDDU: falta de planejamento pode custar caro

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Quando o administrador público pensar em definir metas e investir, o mais importante é planejar as suas ações, e para isto o município deve ter um Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano – PDDU sempre atualizado, pois este é o documento que deve balizar as ações no que se refere a definição do futuro da cidade e que irá nortear o administrador na elaboração de projetos. Pena que Feira de Santana, através dos seus atuais dirigentes ainda não tenham alertado para sua importância e vem olhando a cidade pelo retrovisor, ou seja, através de um PDDU elaborado no início da década de 90, completamente desatualizado, sem acompanhar as mudanças que o mundo moderno exige. Estão brincando de administrar, agindo pontualmente e com uma Câmara de Vereadores omissa, cujos representantes em sua grande maioria não disse ainda para que veio, exceto aprovar os desmandos que ora se assiste em termos de planejamento urbano, cometendo um crime contra a cidade e sua população.

Quando falamos em futuro, estamos dizendo que deixar para amanhã pode ser tarde demais, além de custar muito caro, em razão da falta de planejamento. Tudo que se pretenda fazer, qualquer que seja a fase em que se encontre, cada uma delas deve ser planejada e respeitada, com o objetivo de garantir o sucesso da próxima etapa.
Quem ainda não se conscientizou da necessidade de planejar, pode deixar uma contar muito cara para aqueles que no futuro serão os responsáveis pela sua administração.

Portanto, planejar devia ser o verbo a ser recitado diariamente aos profissionais que se dizem responsáveis pelo planejamento municipal. Aí estaria incluído todos os Secretários, o Prefeito Municipal e os membros da Câmara de Vereadores, pois em qualquer área é necessário se ter o acompanhamento das atividades.

Assim, todos envolvidos firmam um compromisso com a cidade, de forma que os planos, os objetivos, as metas devem ser claramente delineados num planejamento, feito para curto, médio e longo prazo, oferecendo aos munícipes a segurança pelo seu futuro. E ao estabelecer estratégias e ações, estará definindo a responsabilidade e quem irá executar.

Em uma cidade sem planejamento, os gestores tendem a colocar em prática a sua vocação de bombeiro, já que estarão tão preocupados em apagar o fogo, que não conseguem planejar, como vem ocorrendo com a atual administração municipal de Feira de Santana, onde as ações administrativas estão à mercê dos incêndios, ou seja, as medidas são tomadas com o decorrer dos problemas.

E planejar é fácil, porém mais fácil é protelar, pois assim, passam a demonstrar para a sociedade que estão concentrados em questões mais urgentes e que estão sempre resolvendo questões inadiáveis, cujos problemas não sabem eles que em sua maioria aconteceram exatamente pela falta de planejamento.

Diversas conseqüências são obtidas com a falta de planejamento, para sua análise citaremos algumas:

  • As ações são tomadas e realizadas ao sabor dos acontecimentos;
  • Reações exageradas e ou inoportunas;
  • Adiamento na tomada de decisões;
  • Cálculos inadequados;
  • Dimensionamento errado dos recursos;
  • Ausência de planos contingenciais;
  • Falta de visão estratégica.

Poderíamos listar uma infinidade de problemas cruciais para o cumprimento de uma boa administração. Portanto é preciso que o Governo Municipal PARE, PENSE e PLANEJE, entendendo que é fundamental como função estratégica para governar.

Com o planejamento, o administrador sabe onde está e aonde quer chegar; sabe o que pode potencializar para o seu município e que é preciso para melhorar ou corrigir. Apenas alertando, é preciso que os dirigentes feirenses entendam que a falta de planejamento os obrigam administrar por crises e que este modelo está sujeito ao stress, diante das constantes pressões do cotidiano, e termina sem saber qual rumo dar a sua administração. Não dá para imaginar uma administração decolar sem ter um plano vôo, e este lhe é fornecido através do PDDU.

 

Postado em 22/10/2009

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