Francklin Roozewelt

REVISTA ÚNICA
Editorial
Cadernos
Capa
Entrevista
Cidade

Educação

Pop Up!
Século XXI
Opinião
Links
Blog do Velame
UEFS
Tribuna Feirense
A Tarde
Colunistas

- Adson Sá

- Ederval Fernandes
- Mariana Figuerêdo
- Francklin Roozewelt
- Rachel Pinto
Saiba onde tem o melhor preço antes de comprar

A Crise É de Todos

Revistaunica virtual

Todos os dias somos bombardeados com notícias, sempre ruins, a respeito da crise econômica-financeira mundial. Jamais se assistiu tamanha “solidariedade” para salvar as finanças do planeta, dentro da velha lógica do perverso capitalismo, onde os LUCROS são PRIVADOS e distribuídos entre pequena parcela da população, enquanto os PREJUIZOS, estes são SOCIALIZADOS, ou seja, repartido entre todos, sendo que, nesta situação, quem mais paga são aqueles que não contribuíram para o problema, o POBRE.

As crises financeiras ocorrem por fatores facilmente identificáveis por aqueles que deveriam ter a responsabilidade mínima de fiscalizar o financiamento das economias.

Fatores como problemas estruturais que vão lentamente se acumulando sem que medidas corretivas sejam tomadas em tempo hábil, de forma que salvaguarde a saúde financeira do país; endividamento dos países com falta de recursos para bancar o desenvolvimento interno; aumento da inflação, o seu descontrole e a falta de crédito; educação de baixa qualidade, onde ao advir uma crise – seja política ou econômica -, esta seria um fator importante para o seu enfrentamento e, uma educação de baixa qualidade contribui para atrasar ainda mais a nação; a miséria; as crises políticas e institucionais; a corrupção desenfreada; a especulação em busca de ganhos fáceis, retirando os recursos dos setores produtivos, são todos responsáveis por desencadear crises, sejam de princípios, valores, sociais e econômicos – financeiros.

Ao se instalar, a crise traz em seu bojo uma sensação de perda e com ela, como uma bola de neve, tende levar todos para o fundo do poço. Portanto, é muito importante que neste momento, as pessoas passem a ter atitudes e comportamentos de sensatez, sem buscar o desespero como saída, para um problema do qual não foi responsável.

É preciso entender que toda crise em sua evolução pode trazer situações benéficas ou maléficas, dependendo dos fatores que a ocasionaram e dos exemplos que dela podemos tirar ou está a nos mostrar, fornecendo experiências, para que no futuro novos fatos não aconteçam, e assim, suas causas e efeitos no presente sejam motivos para transformar a ocasião em fator de crescimento.

O momento atual, em que estamos anestesiados por uma crise financeira sem precedentes, gestado inicialmente pelos Estados Unidos e irradiado para os países ricos, ou seja, os chamados G – 8, devem servir para todos como um período de grande aprendizado, principalmente para as nações em desenvolvimento, e que não incorram nos erros permitidos por aqueles que, por soberba ou orgulho, acreditavam serem imunes e que jamais passariam ou ocasionaram tamanha crise.

É necessário que fiquemos alerta, pois esta não é a primeira crise do modelo econômico capitalista e com certeza não será a última vez que enfrentaremos crises de tal magnitude, principalmente se não alterarmos o modelo econômico globalizado atual, dentro das imposições neoliberais, cuja filosofia básica é acreditar na soberania do mercado para as soluções de todos os problemas, cujos resultados, hoje, são conhecidos e, ciclicamente, novas turbulências poderão ser enfrentadas, pois o mercado não é, e nunca será por si só, competente o suficiente para encontrar soluções nos problemas por ele gerados e, neste momento, os seus defensores se encolhem e passam a defender a socialização dos custos por imposição.

Dentro da lógica neocapitalista, observa-se que o mercado financeiro tem vivido num grande cassino de ganhos fáceis, onde a única diferença observada é que no jogo, as chances de perder seriam maiores do que a de ganhar, já nas Bolsas as chances seriam iguais. Com a crise, o que se viu foi que as coisas não funcionam assim e que todo jogo traz os mesmos riscos.

Quanto ao Brasil, sem querer fazer acreditar que a crise será apenas uma marola como fez crer a equipe econômica do Governo, esta já se instalou e, como uma onda de enormes proporções, vem gerando desemprego, derrubando a renda da população, fechando postos de trabalhos e empresas e, consequentemente, reduzindo o consumo e a produção.

Pelos fundamentos econômicos relativamente sólidos e consistentes praticados nos últimos anos, o Brasil poderá enfrentar e superar esta crise, sem que traga maiores traumas para a sua população, desde que responsavelmente implante ajustes rigorosos na política financeira, deixando de socorrer empresas fantasmas ou empresas que se aproveitam do momento para sugar ainda mais os cofres públicos; encontre soluções jurídicas ágeis para reaver os bilhões de recursos públicos desviados por empresários e políticos corruptos; investir na geração de emprego e aumento da renda, na agropecuária e na indústria de manufaturamento, agregando valores ao setor produtivo; apoiar e incentivar as micros, pequenas e médias empresas, maiores responsáveis pela geração de emprego, desta forma estará dando um grande passo para sair desta crise, e ainda mais forte do que entrou.
 

Postado em 20/03/2009

Outros artigos:

Pela Educação Pública

A Vida (para reflexão)

Educação pública – um desafio

(In) Segurança Pública

Longe do paraíso neo-liberal

 

 

 

 

fsar05@yahoo.com.br