Kássia Luana

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Padrões distorcidos de beleza

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O mundo moderno trouxe consigo mudanças de padrões em diversos setores da sociedade. Dentre eles estão os padrões de beleza. Há alguns anos, a mulher ideal para a mora era a que possuía curvas, aparência saudável. Hoje em dia, para a moda, as modelos precisam ser magras ao extremo.

 Muitas pessoas decidem atender a essas exigências acreditando que desta forma serão aceitos mais facilmente no meio em que vivem e se dobram a tais valores, chegando ás vezes a medidas extremas e adoecendo e adquirindo a anorexia.
A anorexia nervosa é um transtorno alimentar determinado por diversos fatores biológicos, psicológicos, familiares e culturais. É uma doença com riscos clínicos, podendo levar o indivíduo à morte por desnutrição.

Ela se caracteriza pelo fato de, mesmo estando muito magra, a pessoa se sentir gorda. A preocupação com o peso e a forma corporal leva o indivíduo a iniciar uma dieta drástica, sem acompanhamento médico, incluindo medidas extremas como exercícios físicos excessivos, provocando vômitos ou evacuação e jejum absoluto.

Em alguns casos a anorexia pode ser indício de um transtorno psíquico, podendo levar a idéias de suicídio e afastamento da vida social. Dentre as conseqüências físicas estão à desnutrição, desidratação, diminuição da pressão arterial, anemia, redução da massa muscular, intolerância ao frio, amenorréia (falta de menstruação), osteoporose e até infertilidade.

Segundo dados do Ministério da Saúde, as maiores vítimas da doença são adolescentes do sexo feminino, provavelmente em busca da beleza imposta pela mídia, mas precisamente pelo mundo da moda. De 5% a 15% dos casos de anorexia investigados pelo Ministério, acabaram em morte das vítimas.

A família pode identificar a pessoa que tem o problema através dos seguintes indícios: perda de peso em um curto espaço de tempo; preocupação excessiva com peso; amenorréia; depressão, ansiedade e irritabilidade; e exercícios físicos em excesso.

O tratamento da anorexia deve feito por uma equipe formada por psiquiatra, psicólogo, pediatra, clínico e nutricionista.  A família tem papel importante durante o tratamento no sentido de dar apoio e buscar juntamente com o paciente as causas de tal fragilidade.
Apesar de muito se falar em anorexia e bulimia de maneira associada, estas são duas doenças diferentes. A anorexia se caracteriza pela negação da ingestão de alimentos. A bulimia nervosa se caracteriza pela alimentação compulsiva seguida de provocação do vômito, por conta da preocupação excessiva com o peso.

Segundo dados do Ministério da Saúde, a maior parte dos casos de bulimia nervosa ocorre em mulheres adultas, enquanto a anorexia prevalece entre jovens.
Na bulimia o paciente não quer engordar, apesar de não ser obeso e em muitos casos não estar acima do peso, porém não consegue conter o impulso de comer, utilizando recursos extremos para eliminar o que fora ingerido a fim de minimizar tal atitude. Os episódios bulímicos não são diários.

A pessoa com bulimia costuma comer às escondidas, ingerir compulsivamente alimentos excessivamente calóricos, fazer longos períodos de jejuns; fazer uso constante de laxantes e/ou diuréticos; induzir o vômito e em alguns casos praticar obsessivamente exercício físico.

A bulimia pode acarretar depressão, fadiga, arritmia cardíaca, irregularidade menstrual, fragilidade dos ossos e dentes, dilatação dos vasos sanguíneos na pele do rosto, além de problemas de estômago e esôfago, por conta das sucessivas provocações de vômito e trânsito de suco gástrico pelo mesmo, e problemas no intestino, a exemplo das hemorróidas.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, o suicídio está entre as cinco maiores causas de morte na faixa etária de 15 a 19 anos. Entre 1 a 2% das adolescentes femininas sofrem de anorexia ou bulimia e o risco de suicídio entre meninas anoréticas e/ou bulímicas é em geral 20 vezes maior que da população jovem.

O que se deve fazer para evitar que casos como esses não aconteçam em nossas casas? Revisão de valores. As pessoas precisam tomar consciência de que o caráter de um filho precisa ser formado com valores que vão bem além da aparência física e que beleza pode abrir portas, mas não a mantêm abertas.

Postado em 18/06/2009

 

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