Fapesb investe R$ 42,9 mi em pesquisa na Bahia Revista Única Programas e projetos voltados para o desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação receberam em 2009 investimentos de R$ 42,9 milhões. Os recursos aplicados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) – R$ 39,2 milhões oriundos do próprio Estado – tiveram como prioridade dois eixos: desenvolvimento social focando educação e saúde com equidade e crescimento econômico com geração de emprego e distribuição de renda. A fundação, vinculada à Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), lançou um total de 24 editais, alguns em parceria com órgãos federais, estaduais e municipais, incluindo o programa regular de bolsas. O Pronex aplicou cerca de R$ 15 milhões em núcleos de excelência de universidades e centros de pesquisa avançada. A equipe da Fiocruz, por exemplo, angariou mais de R$ 6 milhões para cinco projetos nas áreas biológicas e médicas que investigam doenças infecto-parasitárias, cardiovasculares, inflamatórias, tumorais, asma grave, leishmaniose, hepatite e outras de difícil tratamento e diagnóstico. O montante investido nesta terceira edição do Pronex, três vezes mais que a anterior (2006), foi resultado de uma articulação entre os governos federal e estadual. E diante da qualidade dos projetos contemplados, a intenção dos parceiros é aumentar ainda mais esse valor, como destacaram o governador Jaques Wagner e o ministro de Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, durante a assinatura de convênios com universidades e empresas que atuarão no Parque Tecnológico – Tecnobahia. Através de convênio com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), a Fapesb garantiu R$ 12 milhões para o projeto estruturante que irá fortalecer a pesquisa em engenharias e computação e integrar essas áreas ao TecnoBahia. Como parte do Programa de Infraestrutura de Pesquisa, a Fapesb descentralizou este ano para as universidades estaduais R$ 1,6 milhão (aprovados em edital de 2008), apoiando dez projetos de infra-estrutura. Em 2009, somente no Programa de Apoio a Pesquisas, que contempla qualquer área de conhecimento, foram aplicados R$ 5,6 milhões em 120 projetos. Por sua vez, doutores titulados em até dez anos, considerados no mundo acadêmico como jovens pesquisadores, foram alvo de um edital específico no valor de R$ 2,4 milhões. Ainda no sentido de atrair doutores, sobretudo para o interior do estado, a fundação aplicou R$ 2,7 milhões através do Programa de Desenvolvimento Científico e Tecnológico Regional (DCR). Ganharam incentivo pesquisadores à frente de 11 projetos sobre biocombustíveis, leishmaniose, biotecnologia, nutrição humana e animal, leptospirose, entre outros temas. A pesquisa como suporte para políticas públicas foi incentivada por meio de editais temáticos, como o Pró-Saúde São Francisco do Conde, que reservou cerca de R$ 2 milhões para pesquisas que visem à melhoria da qualidade de vida neste município, habitado, em sua maioria, por comunidades negras de baixa renda. Ainda na área de saúde, o PPSUS aprovou este ano R$ 3 milhões para iniciativas que venham incrementar a gestão do sistema e o atendimento direto à população baiana. Contarão com apoio pesquisas sobre diagnóstico e estudo multidisciplinar de doenças como leishmaniose, meningite, pneumonia infantil, Aids e outras DSTs, complicações precoces da gravidez, infarto agudo do miocárdio, deficiência nutricional em crianças menores de dois anos, entre outros trabalhos científicos. Fonte: SECTI - BA / Postado em 05/02/2010
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